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Decisão do STF adia fim dos lixões no Brasil, diz Abetre

Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes

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Para o presidente da Abetre, Carlos Fernandes, País terá grandes prejuízos no meio ambiente, na saúde pública e na própria atividade econômica.

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringiu os novos empreendimentos de tratamento de resíduos e retirou a atividade do rol de serviços de utilidade pública, é um atraso para o País e vai adiar indefinidamente o fim dos lixões no território brasileiro.

A opinião é de Carlos Fernandes, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre). Segundo ele, sem aproveitar o potencial dos empreendimentos privados de gestão de resíduos,  o País não terá condições de cumprir as metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos. “Desta forma, teremos grandes prejuízos no meio ambiente, na saúde pública e na própria atividade econômica”, explica.

Fernandes lembra que países da Europa e da América do Norte erradicaram os seus lixões a partir do aproveitamento regional dos empreendimentos de disposição final de resíduos.

“As nações que conseguiram acabar com lixões transferiram, num primeiro momento, os seus resíduos públicos para empreendimentos regionais, que atendem diversos municípios de uma só vez, e, num segundo momento, investiram na diversificação de outras tecnologias de tratamento, como incineradores e unidades recicladoras, de modo a constituir mercado para estas atividades”, comenta Fernandes. “A única forma do Brasil avançar nesta questão é seguir o caminho bem sucedido desses países”, conclui.